Cuba está no escuro.
Não é força de expressão, é a imagem mais literal que existe: cidades inteiras sem luz, hospitais funcionando na base de gerador e vela, gente cozinhando com o que sobrou de madeira, crianças fazendo lição de casa com lanterna de celular. Um apagão que não é acidente, é resultado de um bloqueio energético que sufoca o país, somado a um bloqueio naval que aperta ainda mais o cerco, enquanto ameaças de invasão pairam no ar como algo que pode, a qualquer momento, deixar de ser ameaça e virar fogo e pólvora pelas ruas.
Eu fui até lá. Não para contar sobre uma Cuba pelos discursos oficiais de Havana nem pelos comunicados de Washington, mas para andar pelas ruas, bater na porta das casas, sentar na mesa de quem está vivendo isso todos os dias. Observar, conversar e filmar. Fazer jornalismo.
Ao resultado desse trabalho eu dei o nome de “Revolução no Escuro” — e é, sem exagero, o retrato do momento mais dramático que Cuba enfrenta desde a Revolução de 1959.
O que eu vi lá não cabe em uma manchete: um povo isolado do resto do mundo, tentando garimpar esperança onde só existe escuridão, calor sufocante, magreza e desesperança. Vi filas por comida, remédio, combustível. Vi o que só dá para chamar pelo nome certo: um genocídio acontecendo em câmera lenta, diante dos olhos de todo mundo, enquanto o mundo olha para outro lado.
Foram dias pelas ruas, sob sol, chuva e barro, com os pés na terra cubana, porque tem coisa que só se entende quando se vê de perto.
Domingo, às 20h, eu conto essa história ao vivo, direto no meu canal do YouTube.
Depois da exibição, fico com vocês para uma sessão de perguntas e respostas sobre Cuba — sem filtro, sem corte, para tirar as dúvidas que a cobertura de sempre não responde. Cuba está no escuro. Mas domingo, por uma hora, vamos acender uma luz sobre o que está acontecendo por lá.
Te espero.
Leandro Demori
📅 Domingo, 20h
📺 Ao vivo no meu canal do YouTube
🎙️ Com Q&A sobre Cuba logo em seguida







