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Um assassino de laboratório
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Um assassino de laboratório

O discurso presidencial e seu primeiro kamikaze de 2023.
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Esse é o último tuíte do assassino de Foz do Iguaçú.

Ele invadiu uma festa de aniversário cujo tema era “Lula” e matou o aniversariante. Foi alvejado também, pelo aniversariante, que mesmo baleado conseguiu reagir. Jorge José da Rocha Guaranho, o assassino bolsonarista, tinha certeza de que estava fazendo um ato patriótico. Quem fez a cabeça dele? Jair Bolsonaro.

(ouçam acima o áudio de uma testemunha ocular)

Isso uma semana depois de o presidente do Brasil mandar um recado aos seus mais fiéis apoiadores: “Nós sabemos o que temos que fazer antes das eleições”.

Um presidente incomodado em não ser mal interpretado, um político que valorizasse a vida e quisesse ser parte da mudança para evitar a violência política viria a público destampar essa panela de pressão.

1️⃣ Repudiaria o assassinato sem meias palavras, e diria claramente a seus apoiadores que não há lugar para assassinos no Bolsonarismo.

2️⃣ Explicaria a frase sobre “o que fazer” antes das eleições, dizendo que ela não tem relação com terrorismo ou assassinatos.

Não acho que Bolsonaro fará nenhuma dessas coisas.


Não são só palavras

O que Bolsonaro vem insinuando sobre violência armada é estratégia eleitoral de quem se vê longe de ter apoio institucional e externo suficiente para um golpe clássico. É a aposta no caos causado por parte radicalizada à extrema direita da população.

Estou monitorando um grupo pro-armas no Telegram com milhares de pessoas e a coisa está muito séria por lá. É um termômetro, e não cortina de fumaça: há cada vez mais gente disposta a matar e a morrer em nome de “salvar o Brasil”. Leiam um print que peguei por lá.

Imagem

Isso: um participante defendendo que a Polícia Militar abra fogo contra a população civil caso Bolsonaro perca as eleições. Ninguém no grupo contestou. O participante segue por lá, postando coisas como essa. Há inclusive sorteio de armas usando códigos como “guarda-chuva” e “furadeira” para driblar a legislação que PROIBE esse tipo de sorteio.


Fiz um programa poucos dias atrás sobre isso. Um programa tristemente premonitório. Assista e assine (grátis) meu You Tube.


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Os decretos de armas do Bolsonaro PRECISAM SER REVOGADOS no dia 1º de janeiro de 2023.

Por isso este ano de 2022 é TÃO CRUCIAL para nossa democracia.

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Leandro Demori