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O golpe começou. E agora, o que fazer?

Bolsonaro cruzou uma linha que não dá mais margem para retrocessos
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Recebi um release ontem e decidi compartilhá-lo na íntegra com vocês. É importante, sobretudo depois do dia de ontem. Leiam, está no final dessa edição da news.


Mas antes

Fiz um programa extra ontem no You Tube devido ao dia tumultuado que tivemos. Hoje, às 13h, entro ao vivo mais uma vez lá no nosso canal.

O golpe de contestar as eleições já foi dado

Ontem o presidente do Brasil avisou ao mundo o que fará em outubro. E agora? Clique aqui para acompanhar.


Ouvi muita gente do corpo diplomático brasileiro ao longo do dia e também hoje pela manhã. O resumo: Bolsonaro cruzou uma linha que não dá mais margem para retrocessos. O golpe eleitoral está posto. Muitos se perguntam o que faria o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, pedir para sair. Ele segue no cargo. O Itamaraty foi totalmente desmoralizado e usado para perpetrar uma farsa diante do mundo. O Brasil ontem causou vergonha e preocupação no planeta.

Caso perca as eleições, o presidente e os militares contestarão o resultado e contarão com algum tipo de levante popular, quiçá armado. Sem força institucional para um golpe clássico, o plano é contar com algum tipo de caos vindo da população.

A reação depende agora da sociedade civil brasileira, que, por enquanto, ainda não saiu às ruas. Sairá?

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Eis o release que recebi e repasso.

Uma comitiva com representantes de 18 organizações da sociedade civil brasileira estará em Washington, nos EUA, entre 24 e 29 de julho, para participar de mais de 20 reuniões com membros do Departamento de Estado americano, deputados, senadores e representantes de organizações sociais e sindicais locais. A intenção é alertar para as ameaças ao processo eleitoral brasileiro e pedir um posicionamento firme em relação ao respeito ao resultado da votação, seja quem for o vencedor.

“O mundo inteiro acompanha com atenção as eleições presidenciais de 2022 do Brasil. Nos EUA, há uma sensibilidade ainda maior, por causa das tentativas de subversão do processo eleitoral americano em 2020 e da invasão ao Capitólio em 2021. As organizações brasileiras têm, portanto, muito a dizer e a ouvir nessa série de encontros”, disse Paulo Abrão, diretor-executivo do WBO (Washington Brazil Office), instituição que organiza a visita da comitiva.

Na terça-feira (26), o grupo será recebido no Departamento de Estado americano, que é o equivalente ao Ministério das Relações Exteriores dos EUA, e na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Na sexta-feira (29), haverá uma reunião bilateral com o deputado democrata Jamie Raskin, que está na linha de frente da Comissão Parlamentar que investiga a invasão do Capitólio americano, em 6 de janeiro de 2021.

Ainda no Congresso, ao longo dos cinco dias, haverá encontros bilaterais com outros deputados e senadores, incluindo o democrata Bernie Sanders (Vermont).

Embaixadores de países-membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) também receberão a comitiva brasileira, que terá encontros ainda com organizações da sociedade civil local, como o Atlantic Council, a Wola (Washington Office on Latin America), o Wilson Center e a Usaid, entre outras.

“Representantes dos movimentos negro, indígena e ambiental, entre outros, estarão na linha de frente desses diálogos, falando por si mesmos sobre a situação que o Brasil enfrenta”, disse James Green, presidente do Conselho de Diretores do WBO. “É importante que esses representantes da sociedade civil brasileira sejam ouvidos em primeira mão, pessoalmente, sem intermediários, porque são eles, afinal, os protagonistas de muitas das violações de direitos humanos vividas no Brasil recentemente, e são eles que trazem essa preocupação com a importância do respeito ao resultado da eleição de 2022”.  

Organizações que compõem a comitiva, em ordem alfabética: ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos), Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Artigo 19, Comissão Arns, Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), Conectas, Galo da Manhã, Geledés, Greenpeace Brasil, Instituto Clima e Sociedade, Instituto Marielle Franco, Instituto de Referência Negra Peregum, Instituto Vladimir Herzog, Pacto pela Democracia, Transparência Internacional, Uneafro, 342 Artes, NAVE.

Brazil Office.
1611 Connecticut Av., NW Suite 400

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Autores
Leandro Demori